quinta-feira, 14 de abril de 2011

"As ilhas dos sentidos"

“É proibido não tocar, não ver, não cheirar, não ouvir, não saborear” ou simplesmente
“ É PROIBIDO NÃO SENTIR!“

Este projecto que agora se apresenta, surgiu de uma abordagem contextualizada, em que devido ao envolvimento e grande receptividade das crianças, o educador foi gerindo de forma sequencial e intencional, visando aprendizagens contextualizadas e implicadas.
 É ATRAVÉS DOS SENTIDOS QUE A CRIANÇA SE APROPRIA DO MUNDO QUE A RODEIA, a grande tarefa do educador é fazer chegar o «mundo» até à criança, de maneira adequada à sua idade. O educador é um facilitador das aprendizagens, e as emoções e vivências intensas devem acompanhar o ensino de todas as matérias. Proporcionar e alimentar uma atitude de curiosidade e atenção permitem observar e explorar o meio envolvente de forma abrangente. Como frisam as OCEPE (1997), as áreas de conteúdo não devem ser compartimentos estanques, devem estar articuladas entre si de forma contextualizada.
Citando as recentes METAS (2010) “…construção articulada do saber, em que as áreas devem ser abordadas de uma forma globalizante e integrada.”

Com este projecto pode dar-se destaque a cinco das áreas de conteúdo da educação pré-escolar: Formação Pessoal e Social/ Expressão e Comunicação (Motora, Plástica, Musical, Dramática)/ Linguagem Oral e Abordagem da Escrita/ Matemática/ Conhecimento do Mundo de forma articulada.
Mas, e sobretudo, estamos conscientes que foram proporcionados momentos de felicidade e   bem estar emocional, base essencial para gostar de aprender e querer saber mais!

Saborear, cheirar, ouvir, ver e sentir!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aprender com Qualidade e Implicação em contextos linguísticos e culturais diferentes...

   Em comunidades ciganas tradicionais o conjunto de objetos que cercam as crianças não inclui  os livros. A falta de qualquer experiência em matéria de alfabetização é uma característica quase universal das crianças ciganas.
   Ao entrar no pré-escolar a criança experimenta viver uma cultura diferente da sua língua, dos seus hábitos, dos seus costumes. Programas alheios a eles próprios, actividades lúdicas que nada têm a ver com as brincadeiras que costumam fazer e um vocabulário que não dominam levantam uma série de problemas, e pode resultar em grandes dificuldades de integração se as escolas não estiverem conscientes do conhecimento cultural e linguístico das crianças, que vêm de famílias que ainda guardam a cultura oral tradicional dos ciganos.
   Há que delinear estratégias educativas que possam servir como base para o desenvolvimento de competências. A criança é sujeito e agente da aprendizagem, compete ao educador a sensibilização à diversidade cultural, linguística, dando identidade e permitindo a comunicação, reconhecer a diversidade linguística e cultural e valorizá-la assumindo atitudes positivas em relação a ela, numa atitude de respeito e abertura para a diversidade linguística e cultural.

   Este projecto que agora se apresenta visa dar corpo á diversidade linguística e cultural deste grupo, comprovando que se podem e devem trabalhar as três Áreas de Conteúdo do ensino Pré-escolar - Formação Pessoal e Social, Expressão e Comunicação e Conhecimento do Mundo,  de forma articulada e contextualizada, envolvendo e implicando as crianças.
   A primeira parte consiste na educação plurilingue (Português/Caló) de forma a reconhecer e desenvolver:
   - a diversidade linguística e valorizá-la assumindo atitudes positivas em relação a ela.
   - o conhecimento acerca do mundo natural e do mundo das línguas;
   - a distinção entre fonemas e grafemas.

   A segunda parte aborda a diversidade cultural no que concerne ao tipo de danças e músicas tão próprias deste grupo. A dança cigana é uma das mais vivas e exuberantes formas de expressão, é uma dança alegre e contagiante de muita vivacidade, acompanhada pela música de seus instrumentos, assim como pelo bater de palmas e castanholas além das batidas secas do pé no chão. Espantam qualquer negatividade. Dizem que os ciganos dançam com alma, ou seja com o sentimento. Não existe uma regra e nem uma coreografia propriamente dita.
   Nas festas as ciganas usam suas melhores roupas e jóias.  Dançam com alma e graça. Este tipo de dança  assemelha-se muito com a dança árabe e hindu. O uso das mãos e os braços e o  balancear da cintura para cima são uma constante.  Dança-se pelo prazer nunca por obrigatoriedade, com alegria nos olhos e sorriso nos lábios.
   Se olharmos de uma forma mágica diríamos que a “Vida Cigana” é uma dança permanente!

Aqui vai um cheirinho!...






quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Do prato à pesca!"

 A Área de Conteúdo “Conhecimento do Mundo” abarca o início das aprendizagens das diferentes ciências naturais e humanas, no sentido do desenvolvimento de competências essenciais para a estruturação de um pensamento científico cada vez mais elaborado, que permita à criança compreender, interpretar, orientar-se e integrar-se no mundo que a rodeia. Esta área foi, assim, subdividida em três domínios: - Localização no espaço e no tempo; - Conhecimento do ambiente natural e social; Conceber as actividades e projectos
Hoje, debruço-me sobre a compreensão do mundo social nomeadamente das pequenas comunidades, aprender coisas sobre outras pessoas; e ter uma compreensão básica de como se utilizam recursos.
O projecto que agora se apresenta,  permitiu às crianças aprenderem de maneira prática e implicada, tornando a aprendizagem atraente e eficaz.
O projecto partiu de uma situação-problema: Como se pescam os peixes grandes? Que se tornou, um desafio para o encontro da solução. A realização deste te projecto exigiu processos mentais, tarefas físicas,  propostas de problemas e respostas a várias questões.
A criança aprende fazendo e a aprendizagem é mais consistente e duradoura.
A função do educador/professor é a de orientador, sensibilizador, conselheiro, desafiador, em que exerce e controla as actividades, avaliando as crianças e o seu próprio desempenho e assenta na cooperação, responsabilização e autonomia das crianças.
Assim, tendo em conta os interesses das crianças, alimentando a sua curiosidade e o seu interesse pelo conhecimento, visando aprendizagens integradas, o gosto pela pesquisa, construíram-se conhecimentos, como frisou Vigotsky, ao Nível Potencial de Desenvolvimento.
Investir na curiosidade e desejo de aprender é investir na consolidação do ímpeto exploratório.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Matemática no Jardim de Infância: Tabelas e Gráficos como instrumentos de comunicação matemática

Pretendemos com esta divulgação abrir uma pequena fresta de forma a permitir um olhar sobre momentos vivenciados nos Jardins de Infância deste Agrupamento. Trata-se de “Retratos”de uma aprendizagem activa, implicada, envolvente e fortemente participativa. Fá-lo-emos por temas contextualizando aprendizagens e Áreas de Conteúdo abordadas.

Na educação pré-escolar as crianças começam a construir a sua relação com a Matemática, aspecto fundamental no desenvolvimento das aprendizagens futuras. A matemática está presente nas brincadeiras das crianças, cabendo ao educador um papel crucial, nomeadamente: no questionamento que promove; no incentivo à resolução de problemas e encorajamento à sua persistência; no proporcionar acesso a livros e histórias com números e padrões; no propor tarefas de natureza investigadora; na organização de jogos com regras; no combinar experiências formais e informais utilizando a linguagem própria da Matemática (o mesmo número que…, a mesma forma que…, esta torre é mais alta que…).

Hoje iremos debruçar-nos sobre Tabelas e Gráficos como instrumentos de comunicação matemática.

As recentes metas editadas pela DGIDC apontam como Meta Final 29) interpreta dados apresentados em tabelas e pictogramas simples, em situações do seu quotidiano.

Pretendemos com esta pequena amostra, informar sobre o conhecimento e a representação dos conhecimentos matemáticos que a criança vai adquirindo nesta faixa etária, e a forma como são representados e manipulados, porque a aprendizagem da matemática está muito dependente da representação gráfica e a aprendizagem activa faz-se explorando os seus interesses e actividades do quotidiano.
O ensino dos gráficos pode começar muito cedo de modo a conservar ao longo de toda a escolaridade as poderosas propriedades naturais da percepção visual, bases de toda a lógica matemática, para que com estes as crianças possam reflectir, idealizar, desenvolver conjecturas, discutir raciocínios e resultados, tirar conclusões, oralmente e mais tarde por escrito, com desenhos, gráficos, tabelas e materiais manipuláveis.

O que as crianças aprendem e a forma como o fazem são determinantes para os conhecimentos que irão aprender posteriormente.
 A importância do número, do sentido da quantidade e da identificação pessoal, numa abordagem do quem relacional e integrado e da noção de quantos em suportes conceptuais baseados na exploração da leitura, representação tabelar e gráfica de situações do quotidiano vivênciadas pelas crianças no Jardim de Infância, promovem as capacidade de: observar, pensar, conectar e comunicar...

Vertentes pedagógicas principais:
  • Significativa: para a criança e para o grupo, numa perspectiva individual e social de educação para a cidadania, interligando a aprendizagem com o projecto educativo de Escola/Turma.
  • Integradora: no domínio das aprendizagens matemáticas, respeitando e consolidando conhecimentos anteriores e ampliando outros, numa envolvência com o eu, o outro e o grupo.
  • Comunicativa: na verbalização das ideias, das experiências e saberes de cada criança e sistematização colectiva do conhecimento explorado.
  • Representativa: na leitura e escrita pictórica e cromática.
  • Tabelar – com base no conhecimento e experiências prévias existentes, designadamente, com a identificação das variações climatéricas.
  • Gráfica – com uma abordagem nova, diferente e mais ampla da exploração do conhecimento do mundo envolvente.
  • Progressiva: na idealização e construção gradual e progressiva de cadeias de tarefas de aprendizagem para a exploração de saberes no domínio da Matemática.
  • Articulada: na atenção à aquisição de conhecimentos ulteriores, especialmente, com os a adquirir no 1º Ciclo do Ensino Básico.

CONTEXTUALIZANDO UM POUCO MAIS...




Permite à Criança
Permite ao Educador


Mapa de presenças
JA tomada de consciência de pertença a um grupo;
J A realização de aprendizagens matemáticas (noção de tempo, quantidade e o desenvolvimento do pensamento lógico matemático), para o reconhecimento e valorização da escrita e para a utilização de diferentes formas de representação.
Ø Visualizar rapidamente as presenças e ausências das crianças e fazer o seu controlo, trabalhar noções matemáticas;
Ø Dispor de um conjunto de instrumentos que possibilitam avaliar o que as crianças sabem e a partir daí perspectivar formas de promover o seu desenvolvimento ao nível lógico, matemático, linguístico e social.
Tabelas de recolha de dados
J Seleccionar informação, exprimir escolhas, reconhecer propriedades, reunir, ordenar, comparar, observar;
J  Fazer correspondência termo a termo, comparar quantidades, identificar algarismos...
J  Aplicar vocabulário especifico, argumentar...
Ø Trabalhar de forma transversal e dinâmica, a matemática, a linguagem, e  o conhecimento do mundo, de forma diferenciada tendo em conta a idade de cada criança ( por exemplo representar as quantidades com traços ou com números) em grande grupo;
Ø A partilha de saberes, formas de pensamento divergente;  em trabalho autónomo individual;
Ø Favorece o desenvolvimento/ sistematização dos saberes e competências...desenvolver formas de retenção da informação e aplicação da mesma ...;
Ø   Quebrar a rotina do dia a dia  valorizando o seu contexto real e diário da criança: como características do seu grupo, o que são animais de estimação, tipos de casa existentes,  interesses, modos de transporte...etc..

Registo e análise do tempo atmosférico
J A observação e a análise das características dos fenómenos atmosféricos e a relação/ influência directa na sua  vida diária;
J  Uma sensibilização para os fenómenos naturais; a utilização de um código... e principalmente a passagem de um conhecimento intuitivo para um conhecimento racional, ancorado numa iniciação à observação cientifica: observação, registo, comparação/análise de dados, estabelecimento de relações, de conclusões...





Espreitando as nossas tabelas e gráficos!



domingo, 9 de janeiro de 2011

Espetadinhas de fruta

Através desta actividade prevista no PAA, e de forma transversal, com níveis de motivação e implicação altos, deu-se cumprimento a algumas das Metas de Aprendizagem para a Educação Pré-Escolar:

J Partilhamos a fruta que trouxemos de casa entre todos
 Área : Formação Pessoal e Social
Domínio: Cooperação
Partilha … com colegas….  demonstra comportamentos de apoio e entreajuda…  colabora em actividades de pequeno e grande grupo, cooperando no desenrolar da actividade
J Dialogamos sobre as características das diferentes frutas e/ou na elaboração do produto final.
Área: Expressão e Comunicação
 Domínio: Compreensão de discursos orais e interacção verbal
- Partilha informação oralmente através de frases coerentes … alarga o capital lexical
J Formamos conjuntos, registamos graficamente
Domínio: Números e operações
 - Classifica objectos, fazendo escolhas e explicando as suas decisões;
- Utiliza a linguagem “mais” ou “menos” para comparar dois números  
Domínio: Conhecimento das convenções gráficas:
- Sabe que a escrita e os desenhos transmitem informação.
- Conhece o sentido direccional da escrita
- Atribui significado à escrita em contexto distingue letras de números
J Associamos cada peça de fruta à árvore de onde provêm
DOMÍNIO: Conhecimento do ambiente natural …